Twitter demitiu dezenas de pessoas “por acidente”, e agora quer recontratar


Após o episódio de demissões ocorrido na última sexta-feira (4), em que 3.700 funcionários foram mandados embora do Twitter, a rede social parece ter se arrependido da sua decisão. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a companhia estuda recontratar uma parcela dos demitidos, já que alguns teriam sido despedidos “por engano” e outros se mostraram essenciais para os novos passos da empresa.

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

As pessoas ouvidas pela reportagem, que preferiram se manter no anonimato, contaram que só após a dispensa de alguns dos funcionários, a rede social percebeu que poderia ter cometido um equívoco.

Isso porque, além do engano cometido com alguns dos nomes, o trabalho e experiência de determinados funcionários mandados embora se mostraram valiosos demais para os novos recursos que Elon Musk pretende implementar na rede do passarinho.

Segundo o TechCrunch, as demissões do Twitter atingiram praticamente todos os departamentos da companhia, indo desde os direitos humanos, até acessibilidade, ética de aprendizado de máquina, transparência e responsabilidade, publicidade, marketing, comunicações, engenharia e curadoria.

O que, obviamente, implica um corte massivo de mão de obra em um dos momentos de maior transição da rede social.

Funcionários que ficaram estão com prazo apertado

De acordo com fontes próximas à empresa, para os que ficaram, as datas de entrega das novas ferramentas anunciadas por Musk estão muito apertadas. A pressão sobre a parcela de empregados poupada tem sido imensa, fazendo com que alguns deles tenham até dormindo no escritório para conseguir cumprir os prazos estabelecidos.

Além disso, um relato do fundador do Platformer, Casey Newton, confirma que há indícios de recontratação vindos da empresa, muito provavelmente devido a essa falta de mão de obra.

De acordo com o jornalista, conversas privadas entre atuais funcionários do Twitter mostram que os empregados teriam sido solicitados a fazer uma lista com nomes de demitidos que acreditavam que poderiam voltar.

From Twitter Slack: “sorry to @- everybody on the weekend but I wanted to pass along that we have the opportunity to ask folks that were left off if they will come back. I need to put together names and rationales by 4PM PST Sunday.

— Casey Newton (@CaseyNewton) November 6, 2022

Vale lembrar, no entanto, que as demissões da última sexta-feira não foram muito bem recebidas, tendo acontecido por e-mail e com boa parte dos funcionários tendo seu acesso ao sistema, Slack e e-mail da empresa suspendidos antes mesmo do anúncio.

Além disso, muito deles já entraram com um processo contra o Twitter, já que, conforme a legislação da Califórnia, demissões em massa precisam ser informadas pelo empregador com 60 dias de antecedência.

Novos recursos afetam o Twitter Blue

Os novos recursos nos quais os atuais empregados da rede social estão trabalhando dizem respeito, especialmente, às mudanças do Twitter Blue.

Além de remover alguns dos principais nomes da diretoria da empresa e de dispensar funcionários de todo o mundo, incluindo o Brasil, o dono da Tesla anunciou uma série de mudanças no serviço de assinatura da rede, ainda não disponível no Brasil.

As alterações anunciadas incluem menos propagandas, prioridade de alcance e capacidade de publicar vídeos e áudios mais longos, além da verificação da conta do usuário. Medidas essas que pretendem atrair novos assinantes e trazer mais rentabilidade à plataforma.

Para tamanhas mudanças e rapidez no processo, o Twitter, porém, parece ter chegado a um impasse. Especialmente porque, segundo o TechCrunch, vários dos demitidos faziam parte das equipes que estavam trabalhando exatamente nas novas ferramentas.

Com informações: Bloomberg e TechCrunch

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