Twitter perde receita e Elon Musk culpa ativistas


A jornada de Elon Musk com o Twitter ainda está longe de chegar na calmaria. Em um tuíte na manhã da sexta-feira (4), o novo dono afirmou que a rede social sofreu uma queda “massiva” em sua receita. O empresário não demorou nada para apontar os culpados: grupos ativistas que estão pressionando patrocinadores.

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Após fechar a compra do Twitter no fim de outubro, o CEO da Tesla vem causando grandes alterações tanto para os usuários quanto para os funcionários. Além de mudar a interface da página e sugerir mudanças no selo de verificado, o chefão já realizou demissões de empregados e executivos.

Entretanto, ele considera que a diminuição de empresas interessadas em colocar propagandas no site é culpa exclusiva de ativistas.

Twitter has had a massive drop in revenue, due to activist groups pressuring advertisers, even though nothing has changed with content moderation and we did everything we could to appease the activists.

Extremely messed up! They’re trying to destroy free speech in America.

— Elon Musk (@elonmusk) November 4, 2022

Uma organização de sociedade civil enviou uma carta aberta na terça-feira (1) pedindo para as marcas que patrocinam o Twitter deixem de fazê-lo. No texto assinado por mais de 30 grupos diferentes, eles mencionam que o empresário disseminou uma teoria da conspiração sobre o ataque violento ao marido de Nancy Pelosi, oradora da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Além disso, os ativistas apontam as demissões em massa e o aumento nos discursos de ódio assim que Musk assumiu o site. Por fim, o grupo pede que as companhias protejam a segurança de seus nomes, exigindo uma responsabilidade moral e cívica para “ir contra a degradação de uma das maiores plataformas de comunicação do mundo”.

No entanto, Elon Musk afirma em seu tuíte que “nada mudou com a moderação de conteúdo”, mas não é bem assim.

Desconfiança foi gerada rapidamente

Uma das primeiras grandes mudanças foi a saída da diretora de clientes do Twitter, Sarah Personette. Ela decidiu deixar a companhia no dia 28 de outubro. Todo o relacionamento da rede social com os patrocinadores era feito pela profissional.

Sarah Personette (terceira pessoa da esquerda para a direita) (Imagem: Reprodução / Adweek)

Ademais, segundo a Bloomberg, funcionários perderam o acesso a algumas ferramentas de moderação, criando um ambiente de preocupação sobre desinformações. Tudo isso antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que ajudam a eleger novos representantes do senado americano.

Dessa forma, um nível de desconfiança surgiu na plataforma. O The Wall Street Journal reportou que empresas como GM, Audi, General Mills e Pfizer decidiram pausar suas investidas de marketing na rede do passarinho azul. Outras como Mondelez e Volkswagen, por exemplo, estão repensando nas estratégias de suas marcas no site.

Vale destacar que a Mondelez faz parte da lista dos 20 maiores anunciantes do Twitter. Só para ilustrar, 90% da receita da companhia no segundo trimestre de 2022 se deve aos anúncios. Ou seja, a saída de nomes fortes afetaria enormemente os lucros de Elon Musk.

O CEO da Tesla precisa ajeitar a casa o quanto antes para fazer valer o investimento de US$ 44 bilhões.

Com informações: TechCrunch.

Twitter perde receita e Elon Musk culpa ativistas


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *