Elon Musk pensa em demitir quase o Twitter inteiro após a compra


Twitter tende a ser adquirido por Elon Musk em breve. A transação ainda não foi concluída, mas já há algumas apostas para o futuro: segundo o Washington Post nesta quinta-feira (20), o bilionário pretende demitir 75% dos funcionários da rede social. A companhia, porém, nega a existência de um layoff nos próximos meses.

Twitter (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relato parte de documentos e entrevistas com pessoas a par do assunto. De cara, a reportagem já aponta que a redução da folha de pagamento poderia acontecer independente de quem ficará com a rede social. E tudo isso deve acontecer em breve: a previsão, caso os rumores sejam confirmados, é de que as demissões aconteçam nos próximos meses.

Segundo o jornal americano, a redução afetaria 75% de toda a força de trabalho da rede social. Isto significa que a rede social só manteria 2.000 empregados após o enxugamento. Atualmente, a companhia possui cerca de 7.500 funcionários.

A redução de pessoal ajudaria a aumentar o retorno da companhia. Afinal, Musk pretende duplicar a receita da rede social em três anos. E a ambição não para por aí: o bilionário também quer triplicar o número de usuários ativos diariamente. Assim, haverá mais exposição para os anúncios, o que ajudaria nas contas da empresa.

Demissões no Twitter podem afetar usuários

O enxugamento, no entanto, pode trazer um efeito contrário. Ao Post, o ex-cientista de dados do Twitter, Edwin Chen, observou que os usuários correriam o risco da exposição de materiais ofensivos, incluindo pornografia infantil. Afinal, em um universo com milhões de usuários ativos mensalmente, quem faria a moderação de todos esses conteúdos?

“Seria um efeito em cascata, onde você teria os serviços caindo e as pessoas permanecendo sem o conhecimento institucional para recuperá-los, ficando completamente desmoralizadas e querendo sair de si mesmas”, relatou.

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas a história pode não ser bem assim…

A reportagem traz um tom alarmista. Afinal, mesmo sem a proposta de compra, a rede social já pensou em reduzir cerca de 25% da folha de pagamento até o fim de 2023, de acordo com o Washington Post, para conter os gastos. Os cortes também afetariam a infraestrutura da plataforma.

Bloomberg, no entanto, traz o outro lado da moeda. O periódico até confirmou que os potenciais investidores foram informados sobre planos de cortes, incluindo o esforço para dobrar a receita em três anos. Mas a companhia informou aos funcionários que não há planos para demissões em toda a empresa.

A informação parte de um comunicado interno assinado por Sean Edgett. Segundo o conselheiro geral do Twitter, a companhia não tem confirmações de que Elon Musk vai realizar um mega desligamento, caso a compra da rede social seja concluída. O informe também orientou os funcionários a não acreditarem em rumores e especulações.

Com informações: Bloomberg e The Washington Post

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