Para dar espaço ao 5G, 1,1 milhão de parabólicas serão distribuídas nestas cidades


O 5G puro já chegou em todas as capitais brasileiras, mas a frequência de 3,5 GHz ainda não foi liberada para os demais municípios. Para antecipar a chegada da quinta geração em algumas cidades de médio porte, 1,1 milhão de kits com antena parabólica e receptor de TV via satélite serão distribuídos para pessoas selecionadas.

Antena parabólica precisa ser substituída para dar lugar ao 5G. (Imagem: LoggaWiggler/Pixabay)

A relação entre 5G e TV via satélite

O 5G puro no Brasil utiliza, principalmente, a frequência de 3,5 GHz (Banda C). No entanto, esse espectro não foi liberado para uso imediato das operadoras de telecomunicações por estar alocado ao serviço de TV aberta via satélite (TVRO).

Para evitar problemas com interferências, o Gaispi, grupo ligado a Anatel que coordena a limpeza da faixa de 3,5 GHz, recomendou a migração da TV aberta via satélite da banda C para a banda Ku. No entanto, a mudança na tecnologia envolve a utilização de antenas e receptores diferentes dos instalados nas casas dos telespectadores.

Originalmente, o cronograma do leilão da Anatel estabelece obrigação de cobertura apenas para capitais até 2023, e a partir de 2024 nos municípios com mais de 500 mil habitantes. A antecipação da liberação da faixa de 3,5 GHz pode acelerar a chegada da quinta geração nessas localidades.

Kit com antena parabólica e receptor serão distribuídos

As operadoras que arremataram a faixa de 3,5 GHz precisaram se responsabilizar pelos custos da troca de tecnologia para pessoas de baixa renda. Sendo assim, inscritos no CadÚnico (cadastro de programas sociais do governo) têm direito ao kit de migração e instalação grátis.

A Siga Antenado, entidade administradora da faixa de 3,5 GHz, abriu o agendamento para instalação dos kits em 26 cidades — a lista está disponível no final da matéria.

Para solicitar a nova parabólica, é necessário fazer o agendamento com a Siga Antenado pelo site ou pelo telefone 0800 729 2404. É necessário ter em mãos o CPF ou NIS inscrito no CadÚnico.

Mudança não afeta Sky, Claro TV e Oi TV via satélite

É importante destacar que o desligamento da TV via satélite na Banda C não afeta quem assiste por operadoras de TV paga como Sky, Claro ou Oi. A transição está relacionada somente com as parabólicas para TV aberta.

Mudança não afeta TV por assinatura via satélite (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Migração na primeira fase teve baixa adesão

Nessa segunda fase, a entidade estima que mais de 1,1 milhão de solicitações sejam feitas. No entanto, a Siga Antenado também previa 270 mil substituições de equipamento na primeira fase, mas apenas 3,5 mil antenas foram trocadas nas capitais.

É fácil entender a baixa adesão nas capitais. As grandes cidades já estão cobertas com o sinal digital de TV aberta, que permite boa qualidade de imagem e dispensa o uso de uma antena parabólica.

Praticamente todos os televisores vendidos no Brasil fabricados após 2010 já possuem compatibilidade de fábrica com a TV digital brasileira. Além disso, mais de 12,4 milhões de conversores para TV digital aberta foram distribuídos durante o cronograma de desligamento da TV analógica.

Sendo assim, o uso da parabólica é justificado principalmente para quem mora em locais afastados dos grandes centros, onde a TV aberta terrestre não pega. Em algumas cidades pequenas, áreas rurais ou isoladas, o sinal de satélite é a única forma de assistir televisão.

Cidades aptas para troca gratuita de parabólicas

Confira abaixo a lista de municípios com agendamento liberado para troca de antena parabólica:

EstadoCidadeBahiaFeira de SantanaEspírito SantoSerra
Vila VelhaGoiásAparecida de GoiâniaMinas GeraisContagem
Juiz de Fora
UberlândiaParáAnanindeuaParanáLondrinaPernambucoJaboatão dos GuararapesRio de JaneiroBelford Roxo
Campos dos Goytacazes
Duque de Caxias
Niterói
Nova Iguaçu
São GonçaloRio Grande do SulCaxias do SulSanta CatarinaJoinvilleSão PauloCampinas
Guarulhos
Osasco
Ribeirão Preto
Santo André
São Bernardo do Campo
São José dos Campos
Sorocaba

Com informações: Telesíntese

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