Polícia derruba mais de 500 canais de pirataria no Telegram e mira em 8 pessoas


Autoridades italianas anunciaram, na semana passada, uma operação para combater a pirataria via Telegram. Policiais atuaram para interromper 545 canais e cumpriram mandados de busca e apreensão em cinco regiões da Itália. Oito administradores são suspeitos de violar as leis de direitos autorais no país.

Hackers arranjavam maneiras de monetizar canais piratas (Imagem: Freestocks/Unsplash)

De acordo com a Guarda de Finanças, autoridade que lida contra o crime financeiro e de contrabando, os canais do Telegram tinham mais de 430 mil participantes. Todos, segundo o órgão, não pagavam nada para ingressar, mas os administradores arrumavam jeitos de ganhar dinheiro com essa atividade.

O primeiro método envolvia publicar links de produtos nos canais. Quando as pessoas os compravam, uma porcentagem era comissionada aos administradores. Já a segunda forma de monetização é descrita pela Guarda como “patrocínio”, onde banners eram inseridos nos canais em troca de pagamento dos anunciantes.

Os oito suspeitos vivem nas regiões de Lombardia, Piemonte, Veneto, Emilia-Romagna e Campania, enquanto os mais de 430 mil usuários estão espalhados por toda a Itália. A investigação se deu após a Ordem dos Jornalistas da Lombardia denunciar a divulgação ilegal de cópias de jornais e revistas online.

Apesar de os canais alvos da operação não terem sido identificados oficialmente, o TorrentFreak apurou que eles divulgavam principalmente revistas, jornais e livros do país. Além disso, alguns outros canais também publicavam filmes, séries, programas de TV e outros conteúdos, todos protegidos pela lei de direitos autorais.

Justiça quer identidade de quem compartilha pirataria

Há algumas semanas, a Suprema Corte de Delhi, na Índia, ordenou que o Telegram fornecesse detalhes de canais e quais dispositivos são usados para divulgar ou vender conteúdos piratas. A ordem se deu após uma professora processar o mensageiro afirmando que seus materiais estavam sendo divulgados sem a autorização dela.

Segundo a decisão, o Telegram deveria revelar para a Justiça dados como: números de celular, endereços de IP e emails dos suspeitos. Em defesa, o aplicativo disse que, com base na política de privacidade, nenhuma informação poderia ser divulgada a menos que alguém seja suspeito de terrorismo. 

Para uma das juízas, que se opôs às desculpas do mensageiro, nem mesmo as leis que protegem a liberdade de expressão na Índia deveriam ser um obstáculo para a empresa fornecer à Suprema Corte os dados solicitados.

Com informações: TorrentFreak

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