Adobe cria tecnologia para impedir usuário de dividir senha de streaming

Adobe cria tecnologia para impedir usuário de dividir senha de streaming

“Enquanto uns choram, outros vendem lenços”. De certa forma, a Adobe vem seguindo essa, digamos, sabedoria popular. A companhia está ciente de que Netflix e outros serviços de streaming lutam para aumentar as suas receitas. É por isso que ela quer oferecer uma tecnologia para combater o compartilhamento de senhas entre usuários dessas plataformas.

Como mudar o plano da Netflix para aliviar os gastos com streamingComo acessar o Netflix Games e jogar pelo celularNetflix (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O principal alvo desse solução seria justamente a Netflix, por duas razões. A primeira é que a companhia parece ser a que mais sofre com compartilhamento de senhas entre usuários. A segunda é que a Netflix vê esse “fenômeno” como um dos maiores complicadores do seu negócio atualmente.

Não é que o compartilhamento de senhas tenha se difundido entre os usuários do serviço só recentemente. Esse comportamento é antigo, na verdade. Porém, a Netflix fez vista grossa para isso por muito tempo. Era uma estratégia para ajudar a popularizar a plataforma.

O cenário é diferente agora. A Netflix já é bastante popular e os investidores da companhia a pressionam para perseguir o lucro. Nesse sentido, o compartilhamento de senhas aparece como um grande obstáculo. A Adobe estima que a Netflix perde US$ 9 bilhões por ano com isso, montante três vezes maior em relação à Disney+.

Qual é a proposta da Adobe?

Autenticação em dois passos ou um controle mais rigoroso sobre o limite de dispositivos que o usuário usa para acessar a plataforma parecem ser boas soluções. O problema é que elas podem causar transtornos para os usuários pagantes.

Para a Adobe, a solução está na implementação de modelos de aprendizagem de máquina focados em “medir, gerenciar e monetizar” a questão do compartilhamento de senhas. A tecnologia da companhia para isso atende pelo nome de Primetime Account IQ.

A função primordial desse mecanismo é analisar padrões comportamentais de modo a determinar como cada conta vem sendo usada.

Essa abordagem teria o benefício não só de identificar contas com senhas compartilhadas indevidamente, mas também apontar se as ações adotadas para impedir esse comportamento são eficazes.

Anúncio do Primetime Account IQ (imagem: divulgação/Adobe)

Vários dados teriam que ser analisados para esse fim, como quantidade de dispositivos em uso por cada conta e informações de geolocalização. No fim, o objetivo é traçar comportamentos que sugerem compartilhamento de senhas.

Ao mesmo tempo, a tecnologia da Adobe também pode mapear padrões que indicam quando o usuário faz um uso fora do habitual do streaming, mas ainda legítimo. Isso pode acontecer em uma viagem ou quando o usuário está em uma segunda casa, por exemplo.

Separando o joio do trigo, a plataforma pode então adotar medidas para impedir que contas problemáticas continuem dividindo senhas. A Adobe sugere até que os usuários com “bom comportamento” sejam recompensados de alguma forma. Rigor menor no limite de dispositivos em transmissões simultâneas é uma possibilidade para isso.

Mas que fique claro: a Adobe apenas apresentou o Primetime Account IQ. Não há informação de que o serviço já tenha sido contratado por alguma grande plataforma de streaming.

No caso da Netflix, pelo menos por enquanto, a companhia vem tentando combater o problemas com seus próprios meios.

Com informações: TorrentFreak.

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