Com prejuízo de US$ 200 milhões, iFood aposta em empréstimos e dark stores

Com prejuízo de US$ 200 milhões, iFood aposta em empréstimos e dark stores

O iFood domina o mercado de marketplaces de delivery de comida no Brasil, mas isso não significa que a empresa dê lucro: foram mais de US$ 200 milhões de prejuízo no último ano. Apesar disso, a empresa projeta se expandir no setor financeiro e de varejo.

Como proteger o iFood com biometria para evitar compras indesejadasComo criar uma lista de compras no iFood [Salvar para depois]iFood (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem diz isso é Fabricio Bloisi, CEO do iFood. Em entrevista ao NeoFeed, ele revelou seu desejo de transformar a empresa em um ecossistema. Os modelos são as chinesas Tencent e Alibaba. Por isso, ele vê o Mercado Livre como seu único concorrente a atingir esse porte.

Atualmente, o iFood tem US$ 1 bilhão de faturamento anual, mas deu prejuízo de US$ 206 bilhões no ano fiscal encerrado em março de 2022. Bloisi, porém, diz que o negócio de food delivery dá lucro.

Para se transformar em ecossistema, o iFood vai investir em empréstimos, dark stores e cartões de benefícios.

Empréstimos

Quando a pandemia de COVID-19 começou, o iFood passou a repassar dinheiro para os restaurantes em um ou dois dias, sem custo. Isso durou um ano e meio, e foram R$ 10 bilhões antecipados, em parceria com o Itaú.

Agora, virou um negócio: empréstimos aos restaurantes, com pagamento em 10 ou 12 meses. A carteira de crédito é de R$ 300 milhões. A ideia de Bloisi é expandir esse número.

Cartões de benefícios

O iFood também vai investir mais em outro negócio de fintech: os cartões de benefícios.

A empresa já oferece o iFood Benefícios Elo, com 4 milhões de estabelecimentos cadastrados, contratos com mais de 6 mil empresas e 650 mil pessoas usando o serviço.

Um projeto de lei tramita no Congresso para atualizar as regras desse tipo de benefício. A proposta, inclusive, é permitir o saque dos valores 60 dias depois do recebimento.

Bloisi acredita que a área tem muito espaço para inovação. O CEO do iFood acha que a lei vai mudar o foco, tirá-lo das empresas e passá-lo para o cliente, já que uma das novidades é que o trabalhador poderá escolher por qual prestadora de serviços receberá seus benefícios.

Dark stores

Sobre o investimento em e-commerce, Bloisi não dá números do que será feito, mas diz que mercados são uma das prioridades da empresa.

Ele menciona as dark stores como um dos fatores — são as lojas que não vendem presencialmente, apenas por delivery. Segundo o executivo são mais de 100 mercados do próprio iFood, com dark stores em 30 cidades.

Bloisi cita o Mercado Livre como um concorrente por ser o maior e-commerce do Brasil, mas diz que o iFood tem uma relação mais próxima do consumidor, com dezenas de milhares de clientes fazendo muitas compras por mês.

Novo dono e aquisições

Na última sexta-feira (19), a holandesa Prosus comprou a fatia de 33,3% do iFood que pertencia à Just Eat Takeaway. Com isso, passou a controlar 100% da empresa de delivery.

Para Bloisi, isso vai permitir “andar mais rápido” com seus planos para a companhia. Ele quer investir em novos negócios e fazê-los crescer, e isso pode incluir aquisições.

Acusações de concorrentes

Desde 2020, concorrentes e restaurantes tentam combater o domínio do iFood no mercado de delivery por marketplace. A empresa foi proibida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de firmar novos contratos de exclusividade com estabelecimentos.

Bloisi diz acreditar que tudo que o iFood faz está dentro da lei. Ele afirma que apenas 8% dos restaurantes da plataforma são exclusivos, e que mesmo essa prática é comum no mercado em todo o mundo.

Desde a proibição, ele diz que a empresa conquistou mais clientes. O CEO credita isso ao atendimento ao cliente, ao time local de tecnologia e ao contato com os restaurantes.

Com informações: NeoFeed.

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