Review Xiaomi Mi Band 7: ainda faz sentido?


Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Cada vez mais próxima de um smartwatch, a Xiaomi vem injetando recursos importantes na sua popular Mi Band para manter o reinado. Ainda que o formato não tenha mudado na Mi Band 7 — que agora se chama apenas Xiaomi Band 7 —, a pulseira fitness segue relevante, oferecendo boas funcionalidades para a categoria. 

Review Xiaomi Mi Band 5: a queridinha segue reinando Xiaomi Mi Band 6: conquistando pelo básico 

O lançamento da Mi Band 7 foi marcado por um novo display (maior, evidentemente), com suporte ao modo always-on, além de melhorias no oxímetro, o SpO2. Será que há outras novidades que justifiquem a troca da Mi Band 6 para a 7? Será que ela faz sentido? É o que vamos descobrir na avaliação de hoje. 

Análise da Xiaomi Mi Band 7 em vídeo 

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A Xiaomi Mi Band 7 foi adquirida pelo Tecnoblog no varejo. Para mais informações, acesse tecnoblog.net/etica

Design clássico da Xiaomi Band 7 ainda me agrada e a tela maior foi um acerto 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O visual da Mi Band segue inalterado e, a cada nova edição, a Xiaomi tem se dedicado em mexer apenas no display do produto. Além disso, a atual necessidade em fazer com que o dispositivo converse com a personalidade do usuário tem feito a chinesa apostar em diferentes cores. 

Ainda em formato de pílula e com pulseira de TPU, as cores disponíveis para a Mi Band 7 são azul, branco, laranja, preto, rosé e verde. E, como de praxe, a substituição de correia é relativamente fácil. Na internet é possível encontrar modelos diferenciados (com estilo milanês, esportivo e até em couro) a preços bem acessíveis, o que é um grande diferencial do vestível. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Xiaomi Mi Band 7 e Mi Band 6 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A Mi Band 6 ficava bem discreta no meu pulso, mas a geração atual está com mais presença e vem perdendo essa aparência tradicional de “pulseira”. Será que ela caminha para virar relógio? Veremos no futuro. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 7 e Mi Band 6 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A tela AMOLED passou de 1,56 para 1,62 polegada. Olhando para trás, para você ter uma ideia da evolução, a Mi Band 5, tinha apenas 1,1 polegada. Essa alteração no display ainda veio acompanhada de um novo software. E eu pude perceber que o atual sistema aproveita melhor as quase 2 polegadas para exibir mais informações. 

Os ícones da Xiaomi Band 7 têm um formato mais agradável, algumas watchfaces ganharam animações semelhantes às de smartwatch, e o salto na resolução para 490 x 192 pixels favorece a inclusão delas no sistema da pulseira. Os excelentes mostradores com widgets, implementados na sexta geração do gadget, também foram mantidos na Band 7. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O brilho da tela pode atingir 500 nits — 50 a mais que a Mi Band 6, que não chegou a receber nenhuma atualização na intensidade da iluminação quando foi lançada. Não importa se você está em um local aberto ou fechado, a visualização permanece excelente. 

Xiaomi Mi Band 7 e Mi Band 6 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Recursos de saúde da Band 7 são bons, mas cadê as novidades? 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

É natural esperarmos por novidades em saúde quando as marcas lançam uma nova geração de smartwatch ou smartband. A Xiaomi Band 7, porém, não oferece nenhum recurso realmente novo. Funcionalidades da versão anterior, como análise dos batimentos cardíacos, oxímetro, ciclo menstrual, e acompanhamento do sono e de estresse, seguem disponíveis no modelo de 2022. Mas há atualizações pontuais que ainda iremos explorar ao longo deste review. 

Em repouso, o monitor da frequência cardíaca não apresentou inconsistências e os números estavam sempre de acordo com aqueles exibidos pelo Apple Watch Series 6, que eu costumo usar para fazer comparativos por ter sensores confiáveis. 

Xiaomi Mi Band 7 e Mi Band 6 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Durante uma atividade física, algo me chamou a atenção: no elíptico, treino que comumente eleva muito os meus batimentos cardíacos, a pulseira da Xiaomi ficou por um tempo registrando 140 BPM, em simultâneo, a máquina me informava 174 BPM, número este que eu já estou acostumado a visualizar em outros relógios. 

O monitoramento do oxigênio no sangue (SpO2), uma novidade muito bem-vinda na geração passada, foi aprimorada. Agora, o vestível pode fazer o acompanhamento contínuo em repouso e até emitir alertas ao identificar que a saturação está em 90%, 85% ou 80%, que já é motivo de preocupação, uma vez que o normal é estar acima de 95%. 

Comparando com três relógios diferentes, Apple Watch, Amazfit GTR 3 Pro e Huawei Watch GT 3, as análises de SpO2 realizadas pela Xiaomi Band 7 estavam sempre próximas e condizentes com o meu estado no momento do teste. 

Apple Watch Series 6 e Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Smartwatches Huawei Watch GT 3, Amazfit GTR 3 Pro, Apple Watch Series 6 e Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Além do oxímetro, outro recurso que eu gosto muito na smartband da Xiaomi é o monitoramento do sono. Ele não só me agrada por ser bem confiável, mas o fornecimento detalhado de estágio de sono leve, REM e profundo é muito bacana. O aplicativo ainda compartilha pontuações que ajudam a entender se a sua noite de sono foi boa ou não.

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Aplicativo da Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mesmo sem GPS, Xiaomi Band 7 foi um bom rastreador fitness no meu treino 

Para quem treina, ela dispõe de mais de 100 modos de treino: há aqueles tradicionais — caminhada, corrida, esteira, ciclismo, natação e remo — que devem atender a maioria dos compradores deste produto. Só que também há os mais inusitados: você encontra xadrez, cabo de guerra, eSports e bocha. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O GPS integrado, tecnologia que os fãs da marca pedem há muito tempo, mais uma vez foi esquecido. A meu ver, esse é um apelo super válido, considerando a proposta deste dispositivo, que é ser um rastreador fitness e que atende facilmente quem caminha e corre. Apesar da ausência, é viável registrar o percurso com o auxílio do GPS do smartphone. 

O registro de informações do treino continua como um ponto de destaque. Peguemos como exemplo um aquecimento de 20 minutos na esteira: a Xiaomi Band 7 registra a duração média, média de frequência cardíaca, tempo em pausa, calorias queimadas, a cadência e a velocidade média. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A pulseira também é capaz de acompanhar o VO2 max, que averigua o volume de oxigênio obtido pela pessoa durante um treino aeróbico. 

Ainda para auxiliar no seu condicionamento físico, segue disponível o famoso PAI (Personal Activity Intelligence), também encontrado nos smartwatches da Amazfit. Sempre no período de teste, eu sinto que o PAI é um fator estimulante para me fazer praticar exercícios. Ele gera pontuações de acordo com a elevação da frequência cardíaca nos treinos. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Recursos de smartwatches da Xiaomi Band 7 ainda desapontam 

Em recursos de smartwatch, a Mi Band 7 não evoluiu como eu gostaria. A minha primeira crítica vai para o aplicativo: com a Mi Band 6, o recomendado era usar o app Mi Fit; desta vez, o app ideal é o Zepp Life. O “Zepp” pertence à Amazfit. Só que a Amazfit vem, claramente, se descolando da Xiaomi.

Mas em usabilidade mesmo, algumas pessoas até conseguem conectar a Band 7 com o Mi Fit. Em nossos testes, sem sucesso. 

App Zepp Life da Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Eu também encontrei relatos de pessoas que já conseguem responder notificações, incluindo do WhatsApp. São respostas rápidas e que podem ser configuradas diretamente no app. No período de avaliação aqui no TB, infelizmente a tela dedicada com essa função não aparecia no app Zepp Life. Você já tem acesso ao recurso? Se sim, me conta a experiência aí nos comentários. 

App Zepp Life da Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Temporizador pomodoro, localizador do telefone e obturador remoto, para tirar fotos com o celular usando a pulseira são outras ações legais que você vai encontrar no wearable. O reprodutor de música funcionou bem durante o meu treino. Além de pausar, pular ou retroceder de faixa, é possível controlar o volume da faixa em reprodução. 

NFC, para pagamentos por aproximação, e integração com assistentes virtuais são tecnologias que não funcionam por aqui. 

Eu não senti impacto na autonomia da Xiaomi Band 7 com o always-on 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Como tradição, a fabricante sempre mexe na autonomia da smartband. Desta vez, a Xiaomi Band 7 tem a mesma capacidade da Huawei Band 6, que já testamos aqui no Tecnoblog. O vestível da Xiaomi ganhou uma bateria de 180 mAh — para fins de comparação, a versão anterior tinha 125 mAh. 

Com o always-on habilitado e desabilitado, eu não senti impactos consideráveis na autonomia. Monitorando a saúde (incluindo noite de sono), treino e com todas as notificações ativadas, a bateria da Band 7 durava comigo 5 dias. Não é um tempo ruim. Em ambos os cenários, ela estava com o Bluetooth ativado, pareada ao smartphone e com o brilho mais ou menos em 50%. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Agora, caso você decida desativar essas funções para ter ainda mais energia, a Xiaomi diz que a pulseira pode aguentar até 14 dias em stand by. 

Xiaomi Mi Band 7: vale a pena? 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Sim, a Xiaomi Mi Band 7 ainda faz sentido. Assim como todas as versões anteriores, a sétima edição entra no mercado como um bom rastreador fitness. Para um consumidor menos exigente e que não cogita pagar mais para levar um smartwatch, a smartband da Xiaomi cumpre o seu papel de ser um device útil para monitorar a saúde e o condicionamento físico. 

Além disso, a tela AMOLED, que está 25% maior, me agrada pelo brilho e nitidez, e ainda há os novos mostradores que aproveitam melhor as quase 2 polegadas para inserção de widgets. O novo software está visualmente mais bonito e agradável, enquanto a autonomia segue como um destaque. 

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

É claro que, apesar de tudo isso, ainda há pontos a serem melhorados. Com relação ao aplicativo, fica aquela impressão de que chinesa opta por reciclar apps. Para um usuário leigo, que nunca teve Mi Band, as chances de ele ter dificuldades para encontrar o app correto são grandes. Eu também senti falta de um novo recurso de saúde e até mesmo a Alexa integrada seria um diferencial bacana. 

Se você é dono de uma Mi Band 6, fazer o upgrade para a versão 7 talvez não seja um bom negócio. Mas, para quem está chegando agora, saiba que a Xiaomi Band 7 não é perfeita. Mas é, sem dúvidas, a melhor smartband que você vai encontrar, hoje. 

Review Xiaomi Mi Band 7: ainda faz sentido?


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