Review iPad Air 5 (Apple M1): o melhor Air, até agora


iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Com design de iPad Pro e alimentado pelo A14 Bionic dos iPhones 12, a quarta geração do iPad Air foi um produto muito interessante. Mas o iPad Air 5 — agora com o processador M1 — , dos MacBooks, está mais imponente e com características de modelo Pro. Com toda essa potência, você passa a se perguntar: quem deve investir na quinta geração? Um usuário médio precisa de tanto poder assim? 

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Além de já ter suporte à conectividade 5G, o tablet intermediário da Maçã tem como destaque a tela Liquid Retina de 10,9 polegadas, câmera com Palco Central, e suporte à caneta Apple Pencil e ao Magic Keyboard. Eu passei alguns meses com este tablet e conto a minha experiência de uso a partir de agora. 

Análise do iPad Air 5 (Apple M1) em vídeo 

Aviso de ética 

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O iPad Air 5 foi fornecido pela Apple por empréstimo por tempo indeterminado. Para mais informações, acesse: tecnoblog.net/etica

Design sem evoluções, porém o acabamento premium ainda me agrada 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Não faz muito tempo que a Apple resolveu alterar profundamente o design da linha Air. Ela ganhou roupa nova há dois anos e, desde então, a abordagem visual vem me agradando bastante. Vale reforçar que o acabamento refinado, em alumínio, é o grande provedor disso. 

A quinta geração chega ao mercado sem nenhuma alteração no layout. Por isso, o visual como um todo ainda me faz lembrar do iPad Pro, lá de 2018. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A empresa manteve os cantos achatados com sensores, que também abrigam botões de volume e de desbloqueio (Touch ID), que tem uma resposta de desbloqueio excelente, compensando a ausência do Face ID. 

Já que o layout foi “reciclado”, eles resolveram apostar em cores. O Tecnoblog recebeu a unidade azul, que é a minha preferida. Outras opções são cinza-espacial, rosa, roxo e estalar, que parece mais um champanhe e também é muito bonita. 

Esperava por evoluções na tela 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Quando chegamos na tela, fica ainda mais evidente o quanto a empresa se dedicou a trabalhar em hardware e desempenho. Eu estou falando isso, pois você não vai encontrar nenhum upgrade na frente. A decisão da Apple chega a ser engraçada, porque mesmo sem evoluções, ainda há aqui uma das melhores telas do mercado. É inegável. 

O iPad Air não tem o excelente Mini LED do irmão Pro, nem a taxa de atualização de 120 Hz, o que é ainda mais frustrante. Seria muito legal ter ao menos 90 Hz e, assim, dizer “olha, este ano tivemos um avançando, ao menos um”. Mas é o que eu comentei: a tela Liquid Retina IPS LCD de 10,9 polegadas é de qualidade. Eu passei horas e horas assistindo a filmes e séries nesse dispositivo e gostei muito do que vi. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A resolução de 2.360 x 1.640 é ótima, além de ser um diferencial no segmento. A minha experiência com tablets Android nem sempre é positiva, porque muitas empresas parecem não se importar com isso. Consequentemente, ícones e outras informações são exibidos com uma nitidez baixa. 

Por sua vez, o brilho do iPad Air pode atingir até 500 nits. Em ambientes fechados, o device dá conta do recado, mas trabalhar com ele em espaços abertos e com o brilho em 50% é um desafio. Você vai precisar deixar no máximo. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Outras extensões já populares do ecossistema iPad são compatíveis com a quinta geração do tablet. É o caso do suporte à caneta Apple Pencil e do Magic Keyboard, acessório que transforma o tablet em laptop. 

Os alto-falantes estéreos não são altos, porém me agradam pela excelente definição. Durante a avaliação, boa parte do tempo, eu preferi usar o tablet com um fone Bluetooth conectado, mas dá para assistir a filmes, séries e jogar com os falantes integrados sem problemas. 

Palco Central é legal, mas lente frontal é estranha no modo paisagem  

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O iPad Air tem apenas duas câmeras, sendo uma traseira de 12 megapixels e uma nova lente frontal de 12 MP, ultrawide, com ângulo de visão de 122 graus. O sensor LiDAR não está aqui e continua restrito ao iPad Pro. 

Como você bem deve imaginar, a câmera traseira é ótima para registrar documentos, informações rápidas e para mostrar algum objeto a alguém durante videochamadas. Só isso mesmo. 

Foto tirada com a câmera traseira do iPad Air 5 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera traseira do iPad Air 5 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera traseira do iPad Air 5 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A frontal é ressaltada pela Apple. Isso porque ela trabalha com o Center Stage (ou Palco Central), também disponível no iPad Mini 6. A tecnologia não é perfeita e, dependendo do aplicativo usado, haverá um delay para centralizar a pessoa. No Zoom, porém, a solução é sempre muito precisa. 

Uma coisa curiosa na lente frontal é que ela não consegue centralizar a pessoa na foto. Parece até contraditório dizer isso após analisar o Palco Central (eu sei!). Mas a verdade é que, na hora de fazer a selfie, quando eu coloco o iPad na minha frente em modo paisagem, ele coloca o meu rosto para o canto da tela. O modo ultrawide até dá um jeito, mas eu ainda continuo de lado. 

Foto tirada com a câmera frontal do iPad Air 5 em modo paisagem, com o aparelho centralizado (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera frontal do iPad Air 5 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

iPadOS me agrada, mas sempre falta algo  

Na parte de software, o iPad Air gera aquela sensação de déjà vu. A interface da Apple, de fato, é decente e não vai promover dores de cabeça para o usuário. Mesmo sem alta taxa de atualização, tudo roda com muita fluidez e ele já suporta dongles, como um pendrive ou SSD externo, para trabalhos mais exigentes. Conectar um mouse ou teclado Bluetooth também é viável por aqui. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Então, o que falta para o iPad Air 5? Justamente uma experiência de laptop. Desempenho tem, mas como faz falta um Modo DeX no iPadOS para ampliar a multitarefa. Vimos recentemente, durante a WWDC 2022, um movimento da Apple nesse sentido, mas dá para aprimorar mais. 

O Stage Manager é um recurso legal, já que permite agrupar várias janelas de apps no canto da tela, enquanto mexo em uma página. Assim eu tenho fácil acesso a elas quando precisar trocar de tarefa no dia a dia. 

Como este modelo tem o chip M1, será possível conectá-lo a um monitor externo da marca para aproveitar o Stage Manager do tablet em até 6K, além de realizar transferência de arquivos, por exemplo, uma vez que o gadget vira uma “tela secundária”. Eu quero muito testar tudo isso na versão final do iPadOS 16. 

Sim, um iPad com processador de MacBook 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Eu nunca testei um iPad Air tão rápido como esse. De modo geral, a performance dos tablets da Apple sempre surpreende, mas eu senti uma fluidez realmente impressionante nesta geração. É uma surpresa? Não. Afinal, ele tem o M1 dos MacBooks com 8 núcleos de CPU e 8 de GPU. Atrelado a isso, há ainda 8 GB de memória RAM. 

Comparado ao A14 Bionic, a atual CPU do iPad Air entrega desempenho 60% mais rápido e a GPU processa gráficos até duas vezes maior. É um salto e tanto, e que abre caminho para trabalhos pesados, como edição de vídeo 4K e projetos 3D. 

Um vídeo de 4 minutos gravado em 4K a 60 fps foi renderizado neste iPad no Adobe Premiere Rush em apenas 1 minuto e 33 segundos. Na edição, eu coloquei um filtro e adicionei uma animação de transição. O dispositivo nem esquentou. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Se você gosta de jogar no tablet da Maçã, esse brinquedo vai executar qualquer título da App Store sem reclamar. Eu passei algumas horas jogando Asphalt 9, Breakneck e LoL Wild Rift, e o produto rodou o trio com bastante desenvoltura. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Me chamou a atenção o desempenho de Genshin Impact, que não apresentou nenhuma limitação. Eu posso, seguramente, afirmar que foi o dispositivo que melhor executou o título, que é conhecido por ser muito pesado e exigente. 

O Tecnoblog testou a unidade mais completa, com Wi-Fi e suporte à chip de operadora, com 256 GB de armazenamento. Também há uma opção com 64 GB de espaço. Isto é, a Apple optou pelos extremos em capacidade e iniciar em 128 GB em vez 64 GB seria bem mais interessante. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Bateria até que dura bem em tarefas básicas

Na prática, eu não senti avanços na autonomia do iPad Air M1, mas uma coisa é certa: em média, a célula que equipa o aparelho vai durar um dia. Nos meus testes, usando só para consumo de streaming e redes sociais, sempre à noite, ou seja, tarefas básicas, a bateria durava cerca de dois dias. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Por outro lado, se você pretende usá-lo para trabalho, especialmente de edição de foto, vídeo ou programação, eu aconselho a sempre andar com o carregador, porque a duração será ligeiramente reduzida, de um dia ou algumas horas. 

Em outro teste, eu tirei o aparelho do carregador e consumi duas horas de streaming de vídeo, depois joguei 30 minutos de Asphalt 9, reservei uma hora para navegar na web e encerrei com 20 minutos de edição no Premiere Rush. Ele ficou o tempo todo conectado ao Wi-Fi. No fim do dia ainda tinham 48%, suficientes para algumas horas de streaming antes de voltar para a alimentação. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O carregador é de 20 watts de potência, o mesmo que acompanha os demais iPads. É sempre bom lembrar que o kit aqui é completo (cabo e fonte), sendo USB-C. O acessório faz o iPad sair de 11% e chegar ao 100% em 1h50min, que é um bom tempo. 

iPad Air 5: vale a pena? 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O iPad Air de 2020 foi uma grande surpresa para todos nós. Além de todo o poder em hardware e software que já esperávamos, o novo design foi realmente algo positivo naquele momento. O Air atual, embora mantenha a carcaça do anterior, continua sendo um tablet do ano. Eu diria até que este é um produto perigoso no portfólio da Maçã, tendo em vista que ele se aproximou bastante do modelo Pro. 

iPad Air 5 (Apple M1) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Além disso, para um usuário médio, o iPad Air se tornou um exagero. Aqui eu estou me referindo àquela pessoa que curte usar tablets para streaming, redes sociais e jogar. Não é que não vale a pena. Se você tem os quase R$ 10 mil que a marca pede na versão analisada pelo Tecnoblog, vá em frente. 

Se não é o seu caso, o melhor é investir na versão Mini, que vai continuar oferecendo uma performance admirável, e é ideal para essas tarefas básicas mencionadas. 

Agora, se o seu objetivo é ter um iPad para trabalhar, mas caso não queira pular direto para o modelo Pro devido ao preço, sim, vale a pena pegar o Air. A tela não é Mini LED, mas é de qualidade, o software é fluido e estável, e o poder de processamento desse aparelho com o M1 é de impressionar. Não há dúvidas de que este é o melhor iPad Air já feito, até agora. 

Review iPad Air 5 (Apple M1): o melhor Air, até agora


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