Enquanto Musk não chega, Twitter demite executivos e congela contratações

Enquanto Musk não chega, Twitter demite executivos e congela contratações

Elon Musk ainda não assumiu o controle do Twitter, mas a empresa já está passando por algumas mudanças de liderança. Nesta quinta-feira (12), o CEO da empresa Parag Agrawal demitiu dois executivos: Kavyon Beykpour e Bruce Falck. Além disso, novas contratações estão pausadas, por enquanto.

Como o Twitter ganha dinheiro? Veja as principais fontes de receita da rede socialComo denunciar fake news no TwitterTwitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A notícia começou a se espalhar no início desta tarde. Kavyon Beykpour, gerente geral de produtos de consumo do Twitter, iniciou uma thread de despedida em seu perfil no microblog. Como narram os tweets, Agrawal pediu que ele deixasse a empresa.

O executivo afirmou que o objetivo do CEO é “conduzir a equipe em uma direção diferente”. Mas Beykpour, que passou sete anos na companhia e estava de licença-paternidade, afirma que sair agora não era o que ele imaginava. “Não foi minha decisão”, explicou em outra publicação.

“Embora eu esteja desapontado, me consolo em algumas coisas: estou INSANAMENTE orgulhoso do que nossa equipe coletiva alcançou nos últimos anos e da minha própria contribuição para esta jornada.”

Já Bruce Falck, que agora se descreve apenas como “desempregado” em seu perfil no Twitter, era o gerente geral de receita da companhia, e líder de produto na parte comercial.

Memorando cita mais “mudanças” em equipes

Também nesta quinta-feira, o Twitter enviou uma carta à sua equipe de liderança sênior — documento que revelado na íntegra pelo The Verge. O memorando, assinado por Parag Agrawal, traz mais detalhes sobre os planos atuais e futuros da empresa.

Além de agradecer aos dois líderes que deixam a companhia, o CEO da big tech anuncia Jay Sullivan como chefe de produto e chefe interino de receita.

A carta dá ainda mais algumas explicações sobre as movimentações que já ocorreram e as que ainda vão acontecer na empresa, atribuindo parte do resultado abaixo do esperado à pandemia e à guerra na Ucrânia.

“Muitas outras empresas têm experimentado um efeito semelhante. E, claro, estamos no meio de uma aquisição e ainda não sabemos o momento do fechamento. Para gerenciar a organização com responsabilidade à medida que aprimoramos nossos roteiros e nosso trabalho, precisamos continuar sendo intencionais sobre nossas equipes, contratações e custos”.

Agrawal afirma ainda que está pausando a maioria das contratações, com exceção de funções críticas para o negócio. Ele diz que apesar de não estar planejando demissões em toda a empresa, os líderes continuarão “fazendo mudanças” em seus times para “melhorar a eficiência”, quando necessário.

Por fim, a carta explica que custos com viagens, eventos, marketing e infraestrutura também estão sendo revistos, e pede que todos tratem os recursos do Twitter como seus próprios, priorizando o que é importante.

Tudo isso acontece em paralelo com os trâmites de aquisição do Twitter por Elon Musk, que ainda deve levar meses para ser concluída.

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No episódio 241 do Tecnocast, Thiago Mobilon, Paulo Higa e Rodrigo Fernandes, especialista em finanças para negócios digitais, conversam sobre os detalhes da compra do Twitter por Elon Musk. Dá o play!

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